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emootiva 🧠 Por uma sociedade mais empática
❤️ De emoções à flor-da-pele
✍🏻 Porque escrever é terapêutico

Chega o fim do ano e, com ele, cresce em mim uma vontade tranquila de agradecer. Não só pelas grandes conquistas que fic...
29/12/2025

Chega o fim do ano e, com ele, cresce em mim uma vontade tranquila de agradecer. Não só pelas grandes conquistas que ficaram registadas, mas também — e talvez principalmente — pelas pequenas vitórias silenciosas que, sem darmos conta, nos transformam. Fecho os olhos e percorro, um a um, estes 365 dias, tentando colher o que de mais genuíno ficou.

A cada janeiro, gosto de acreditar que a vida nos oferece uma página em branco: 365 dias de esperança e de paz, mesmo que, por vezes, ambos nos escapem entre os dedos. São 365 dias de tentativas, de lutas pelos nossos sonhos, objetivos e ideais, mas, sobretudo, um convite a sermos fiéis a nós próprios/as.

Neste ano, agradeço todas as oportunidades de crescer. A responsabilidade de cada escolha, a dedicação aos projetos que abracei, a coragem de continuar mesmo quando tudo pareceu estagnar. Agradeço também as aprendizagens, por vezes duras, que me obrigaram a amadurecer e a evoluir. Porque só assim podemos contribuir para um mundo mais humano, justo, empático e solidário.

Agradeço os desafios que me forçaram a superar limites, com humildade, e a descobrir em mim capacidade de recomeçar. Cada competência nova, cada conhecimento inesperado, foi mais um degrau no caminho do meu desenvolvimento pessoal.

Procurei viver cada dia com vontade e entusiasmo, ainda que nem todos os dias tenham sorrido de volta. Encontrei alegria nas histórias partilhadas, nos sorrisos, nos momentos de emoção genuína. Aprendi a superar adversidades com coragem e resiliência, a manter a fé e a garra mesmo quando tudo parecia mais difícil.

E, acima de tudo, agradeço pelo amor: o que dou, o que recebo, o que partilho com as minhas pessoas-luz, as que habitam o lado de dentro do meu coração. Estar presente, cuidar, ser abrigo e companhia para quem me é essencial — é aí que encontro sentido e pertença, é aí que reside a verdadeira felicidade. São estas pessoas que me seguram e me amparam, que me inspiram a ser melhor e a não desistir.

Aprendi também a valorizar (ainda mais) quem e o que realmente importa: com lealdade, respeito e amizade. Descobri que a felicidade mora, muitas vezes, nos detalhes mais simples — o cheiro do café pela manhã, um abraço apertado, uma gargalhada, um silêncio confortável ao lado de quem amamos.

Procuro terminar o ano com leveza, com (c)alma, sem pressa de antecipar o futuro nem peso de arrastar o passado. É no presente, no agora, que tudo se constrói. E, mesmo sem saber o que o amanhã reserva, abraço a esperança — aquela esperança serena — de que o melhor de mim, de nós, está ainda por vir.

Por tudo isto, fecho o ano de coração cheio. Agradeço cada instante vivido, cada lição, cada encontro, cada abraço e cada sorriso. E abro o novo ciclo com a vontade renovada de viver, de aprender, de cuidar, de agradecer e de acreditar. Afinal, temos mais 365 dias à nossa espera.

— Sofia Pereira

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Nesta altura do ano, em que somos levados a fazer planos para um próximo ano, é sempre importante relembrarmo-nos disto ...
25/12/2025

Nesta altura do ano, em que somos levados a fazer planos para um próximo ano, é sempre importante relembrarmo-nos disto mesmo: torná-los realidade está sempre à distância de um primeiro passo — e todos eles, por mais pequenos que sejam, são importantes. ❤️

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Chegou o mês das retrospectivas, dos agradecimentos, de olhar para o ano que passou e pensar no que posso agradecer, no ...
22/12/2025

Chegou o mês das retrospectivas, dos agradecimentos, de olhar para o ano que passou e pensar no que posso agradecer, no que quero levar para o novo ano e no que quero deixar. Agradecer as aprendizagens, as descobertas e, acima de tudo, toda a minha evolução e resiliência.

Este meu ano de 2025 teve muitas semelhanças com o antecessor, não pelos momentos menos bons, mas pela minha saúde. Não se sai de uma adição ao cortisol — semelhante ao Burnout — num piscar de olhos, nem eu esperava que tal acontecesse, mas, na verdade, não esperava continuar tão em baixo e a sentir-me tão «pesada» quanto senti. Este ano pareceu o trânsito na A5 (Lisboa–Cascais), um para-arranca pior do que na ponte 25 de Abril. Quando podia ter sido uma simpática velocidade de cruzeiro na ponte Vasco da Gama.

Tive perdas. A Diva e a Mimi foram para o céu dos gatinhos e deixaram a minha cama mais fria. E sofri muito. De alguma maneira, ainda me sinto enlutada pela perda das minhas gatinhas, sobretudo da Mimi, que era a minha sombra. Mas o Universo acaba sempre por conspirar a nosso favor e, em setembro, adotei a P**a e a Tita, que são muito parecidas com as minhas velhotas. Resta saber se também terão feitios semelhantes e se aquecerão a minha cama.

O meu aniversário foi super estranho — para não dizer pior. Houve uma tempestade horrível — a tempestade Martinho, lembram-se? E cancelei tudo. Acabei por almoçar com a minha mãe, o meu irmão e os nossos avós. E, no dia seguinte, tive a minha festa com o ComSonante, o coro de toda a minha vida. A tempestade passou e consegui remarcar todos os jantares de aniversário que tinha planeado.

A Primavera foi bonita, muito bonita. Realizei mais um sonho musical e senti o coração cheio de gratidão por aprender, ao longo dos anos, a cantar cada vez melhor e a ter estes momentos felizes! Encher com a minha voz todos os corações que me ouvem e, também, a minha igreja preferida. Não sendo eu católica, não consegui evitar deixar rolar uma ou outra lágrima ao sentir-me tão bem naquele momento. Depois, voltei a dedicar-me às cantorias corais e a deixar de parte os projetos a solo, algo que também acaba por me fazer bem — ganho outras aprendizagens, mais prática de produção e atenção aos bastidores.

Por sua vez, o Verão foi difícil… ou melhor, começou difícil e não ganhámos para o susto. O que fez com que eu também me sinta cada vez mais grata por estar viva, pela vida que tenho e que me têm proporcionado tanto eu mesma como a minha família. Passei o Verão a chorar, chorei muito. Por mim e pelos que me são próximos. Lavei a alma, aliviei pesos, passei dias sozinha, fui conhecer as geladarias da minha rua, os jardins que há pelos caminhos que circundam a minha casa e o prazer de ler debaixo de uma árvore, no meio do caos citadino. Dei conta de que foi o ano em que mais li dos últimos cinco — mais coisa, menos coisa. Tanto no Kobo como em formato físico. Foi, também, o ano em que comprei mais livros, aumentando a minha biblioteca, e passei muitas ressacas literárias. Quanto à escrita, este ano é capaz de estar empatado com 2020. Entre crónicas, diários e outros textos, mesmo com pausas, tenho escrito imenso.

Houve várias mudanças laborais e acabo o ano a agradecer por todos os tropeços e todas as coisas boas que a mim chegaram. Cresci sempre, mudei a minha postura, sinto que evoluí e que melhorei para mim mesma e para a minha carreira profissional.

Sei que ainda há um longo percurso a percorrer, até porque «ser melhor Ser Humano» é um caminho de vida, não é num dia, numa semana ou num par de anos. O que mais sinto é que me tornei mais leve para comigo mesma, estabeleci metas mais leves, tentei ser menos rígida e exigir menos de mim, sentir mais as minhas vontades e segui-las, fazer mais por mim e menos pelos outros. Comecei a olhar-me ao espelho e a reconhecer que são mais os dias em que gosto do que vejo do que aqueles em que fujo ao mais pequeno vislumbre. E, que me lembre, ainda não tive uma única amigdalite! — Esta parte não é para manifestar ao Universo! Estou bem assim, obrigada!

Já até tenho eventos planeados para ir na minha própria companhia! Coisa que mal pensava há um ano! Aliás, há um ano estava em Roma, precisamente a agradecer por mais um ano e mais momentos evolutivos, por ser cada vez mais mulher, sem perder a menina que sou.

E, nisto, os Astros tiveram o seu peso relevante — como, aliás, têm sempre desde que me envolvi nestes conhecimentos — comecei a conhecer mais de mim, a revisitar memórias, a pensar que peso têm na minha vida e na construção da mulher que sou e quero ser. No que é importante ter sempre presente e no que é para limpar, aprender e arrumar, para não me limitar.

Chorei amores. Afinal, sou de apegos fáceis e desapegos dolorosos, sobretudo no que toca a grandes amores que ficam para toda a vida. E não seria eu se não tivesse tido mais um ano de amores e desamores. Deixo para trás um grande amor para levar um grande amigo para o novo ano. Percebi quais são as minhas prioridades e o que quero para mim, para a minha vida, o que combina com esta fase de vida e maturidade e aquilo que não quero e não procuro.

Em 2026 completarei 37 Primaveras. Não é que sinta o peso da idade, mas sei que já não sou uma miúda. Por mais que conserve o espírito jovem e a genética me ajude a manter-me fresca, a mente vai estar sempre mais para a frente. Sobretudo quando toca a pensar no que quero realmente para mim, o que quero fazer da minha vida e que já está mais do que na altura de ir lutando por isso, de não parar, de dizer «não», de estabelecer limites, de querer mais e melhor, de meter os pés à parede e não aceitar tudo o que vier ou, como costumo pensar, «não há pão para malucos!».

O que mais posso agradecer, em mais um ano de vida, é, de facto, todo o conhecimento que ganhei sobre mim, todas as vezes que me senti prioridade da minha vida e assumi francamente essa prioridade, tornando-a cada vez mais regular.

Espero que 2026 seja mais tranquilo, os meus 37 muito mais doces e sem tropeços. Continuarei a amar o Amor, abraços, sorrisos, cantar, escrever e viver! Continuarei a amar família e amigos. Continuarei aqui — na emootiva — onde, mais do que amigas, encontrei irmãs de escrita e emoções. Tenho-as como amigas para sempre, mulheres incríveis com vidas todas diferentes, o coração do lado certo e muita compreensão e abraços para darem em forma de mensagens e crónicas.

Estamos quase a acabar o ano, a largar a mochila e a pegar numa vazia para encher com tudo o que quisermos do novo ano. O que tiver de seguir, na nova mochila, seguirá. O que não seguir, que seja para nos tirar pesos de cima.

Os anos não são nunca tudo em baixo ou tudo em cima. São uma montanha-russa mais ou menos agitada. E o que sei é que, em 2025, aprendi e cresci imenso, tornei-me mais forte, apaixonei-me ainda mais por mim e tenho descoberto a maravilha que é Ser Inês.

— Inês Biu Faro

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Quantas vezes dás por ti a reviver o passado ou a antecipar o futuro, enquanto o presente te escapa por entre os dedos? ...
20/12/2025

Quantas vezes dás por ti a reviver o passado ou a antecipar o futuro, enquanto o presente te escapa por entre os dedos? A verdade é que a vida está a acontecer agora, neste instante – e cada momento que deixas passar em piloto automático é um pedaço de vida que não viveste de verdade.

Permite-te parar, respirar, sentir, estar. Permite-te estar presente no agora. De outra forma, é provável que, um dia, venhas a arrepender-te de uma vida em que não te permitiste viver. ❤

💬 Partilha connosco: o que tens feito para estares mais presente no teu dia a dia? ✨

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Há dias em que tudo o que eu queria era ficar na cama, abraçada ao silêncio, longe do peso do mundo. A cama parece o úni...
12/12/2025

Há dias em que tudo o que eu queria era ficar na cama, abraçada ao silêncio, longe do peso do mundo. A cama parece o único lugar onde estou protegida, o meu porto seguro, onde nada me pode magoar. Mas, mesmo assim, lá encontro força para sair, para enfrentar o dia, mesmo quando o coração está apertado. E é assim, entre a luz e a escuridão, que tenho aprendido a viver.

Aprendi a dizer não ao não. Aprendi a não deixar que as vozes negativas me digam quem sou ou até onde posso ir. A vida já me mostrou tantas vezes que o caminho é difícil e tortuoso, que há dores, espinhos e momentos de solidão. Mas também me ensinou que a felicidade nasce de dentro e cresce com o amor das pessoas certas. As minhas pessoas-luz.

Descobri, muitas vezes à custa das lágrimas, quem são os verdadeiros amigos. Descobri que há amores que não têm vergonha de se mostrar, que o sangue nem sempre significa família, e que até quem menos espero pode surpreender-me e aquecer-me o coração.

Já chorei sem medo, já disse «amo-te» a quem talvez não merecesse, mas nunca me arrependi de sentir. Já ouvi muitos «não podes», «não vais conseguir», «isso não é para ti». Mas recusei guardar esses nãos dentro de mim. Prefiro transformá-los em vontade, em coragem, em esperança.

Mesmo nos dias mais cinzentos, há sempre uma luz a brilhar dentro de mim. Já vi amigos transformarem-se em estranhos e inimigos darem-me a mão. E percebi que a vida é feita destes contrastes. O que importa é não desistir, é não deixar que o «não» dos outros cale o meu «sim» à vida.

Dizer não ao não é o que me salva, o que me faz continuar, mesmo quando tudo parece difícil. É este não ao não que me permite crescer, aprender e acreditar que, no fundo, tudo vale a pena.

Por isso, sigo em frente. Com cada não que recebo, renasce em mim uma vontade maior de continuar a lutar e a vencer. E, enquanto souber dizer não ao não, sei que estarei sempre a aprender e, acima de tudo, a viver.

— Sofia Pereira

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Tenho tentado a cada novo mês, a cada nova semana, a cada novo dia. Quando chego ao final da manhã e voltei a falhar, te...
17/11/2025

Tenho tentado a cada novo mês, a cada nova semana, a cada novo dia. Quando chego ao final da manhã e voltei a falhar, tento inclusive da parte da tarde. Não parei de tentar, mas, como não consigo, e são muitas as vezes que não consigo, fico cada vez mais frustrada e desiludida comigo mesma.

E o que é que eu não consegui? Não consegui tirar tempo para mim e escrever, com prazer, sem pressa, apenas por gosto, porque me faz bem, me liberta, me permite conhecer-me melhor e dar-me a conhecer quando partilho o que escrevo. Mas, ainda mais do que isso, do que não escrever, tenho deixado tantas outras coisas pelo caminho, tantas outras coisas que não consigo realizar ou concluir, e é tão difícil de explicar a quem nunca passou por algo semelhante ou a quem tem determinados parâmetros de vida para os quais é totalmente inconcebível atingir a forma de viver em que me encontro neste momento.

Eu própria desconhecia que era capaz de viver desta forma, mas o que é certo é que vivo. Não quero, de maneira alguma, que esta se torne a minha forma de ser por repetição, por costume ou por hábito. Eu não sou assim, nem quero ser assim. Não sou desorganizada, desleixada, descontrolada, caótica, irresponsável, mas esta tem sido a Sofia deste ano.

Foi um ano de 2024 que acabou mal e 2025 iniciou-se na mesma linha. E eu sinto como se tivesse sido ontem! Juro mesmo! Sinto de tal forma que não tenho vivido nada este ano, não tenho sentido, ao ponto de parecer que o dia 31 de dezembro de 2024 foi antes de ontem e que comecei janeiro ontem a dormir 24h/24h durante três dias. Nesses dias apenas trocava de pijama, completamente encharcada com a febre que tinha, e bebia iogurtes proteicos que tinha no frigorífico para não quebrar por completo, até ter sentido energia suficiente para sair de casa e ir à farmácia.

Fui para Tomar atrasada para o jantar de passagem de ano, porque, nessa altura, recusava-me a sair de casa sem deixar tudo imaculado, como se alguém viesse visitar a casa. Levei inclusive uma entrada para o jantar que eu própria tinha feito, mas fazia a viagem já com o carro acidentado, com a porta do condutor toda metida para dentro, devido ao acidente que tinha tido no dia 7 e que me fez acreditar, durante aqueles que foram dos segundos mais avassaladores da minha vida, que tinha matado uma pessoa.

Seguia atrasada, essa parte sem conseguir corrigir, ainda que tivesse deixado a casa totalmente ao meu gosto — volto a repetir, para me relembrar de algo que fiz bem feito —, mas, ao mesmo tempo, fui apenas pelo compromisso que tinha. Porque senti que, naquele momento, estava a falhar comigo mesma e isso veio a comprovar-se no resto da noite. Tinha sido mais justa comigo e com as outras pessoas se não tivesse ido. Senti que, naquele momento, precisava de ter passado aquela passagem de ano no aconchego da minha casa, sozinha comigo própria, mas muito acompanhada ao mesmo tempo, porque nunca me senti sozinha no verdadeiro sentido da palavra, e não correspondi à minha vontade.

É assim que tenho agido na maior parte dos dias — contra a minha própria vontade, que eu acho que, na realidade, até desconheço —, e isso deixa-me com a sensação de que estou completamente desconectada de mim mesma. Além de desconectada comigo, no verdadeiro sentido da palavra, não estou verdadeiramente presente com as pessoas e naquilo que faço, e isso era algo que eu me orgulhava de conseguir fazer: estar simplesmente presente. A calma que sentia à minha volta deixou de existir. Voltou a ansiedade física, aquela que tantos anos demorei para conseguir controlar.

Estou melhor. Sinto que estou melhor a cada dia, a cada metade do dia, a cada semana e, espero, a cada mês, mas o caminho ainda é longo!

— Sofia Reis Cardoso

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Hoje, apeteceu-me cozinhar uma vida.Não uma coisa qualquer: um doce!Vou fazer um bolo: o meu bolo de iogurte favorito, p...
16/11/2025

Hoje, apeteceu-me cozinhar uma vida.

Não uma coisa qualquer: um doce!

Vou fazer um bolo: o meu bolo de iogurte favorito, passo a passo com a vida.

Gosto de começar por tratar dos ovos: separar as claras das gemas e, se posso bater os ingredientes à mão, no caso das claras em castelo, prefiro colocá-las na batedeira, que faz isso por mim, dando-me tempo para tratar do resto.

Sabem, na vida, delegar tarefas também parece ser algo cada vez mais essencial. Não temos de ser nós a tratar de tudo, a cuidar de tudo, a fazer tudo sozinhas. Querer fazer tudo leva a um estado de ansiedade e exaustão, quando não conseguimos chegar a todo o lado. O melhor, para nós e para quem está connosco, é que haja mesmo essa partilha de tarefas. Eu preciso de cozinhar, mas outra pessoa pode ir fazer as camas, aspirar o chão ou arrumar a loiça… e está tudo bem! Assim, concluímos mais tarefas, ganhamos tempo em vez de stress e podemos aproveitar os minutinhos extra para o mimo!

Vou juntar as gemas ao iogurte. Não é um iogurte qualquer! Desta vez, é um iogurte de morango. Gosto que tenha sabor e, por isso, vou variando os aromas dos iogurtes. Não me cativa mesmo nada usar um iogurte natural.

A vida também é mais bonita quando tem sabor! Quando tem aquele cheirinho mais doce e um sabor que nos delicia. Quando as palavras se tornam doces em vez de serem simplesmente banais.

Chega a hora de juntar o açúcar. Já vos disse que a vida é mais doce assim? Precisamos urgentemente de adocicar-nos — nas palavras e nos atos, nos sentimentos e nos pensamentos. Na empatia, tão necessária.

E a farinha? Sabem que há quem a peneire antes, para garantir que não passa nenhum grumo que nos possa chatear quando mexemos a massa?

Na vida, também devemos aprender a filtrar o que não é bom. Devemos soltar-nos daquilo que os outros querem para nós e seguir pelo caminho que nós queremos e que nos faz bem. Devemos escolher deixar entrar os sentimentos bons e manter de fora as coisas que nos magoam, que nos afundam, que nos destroem em pedacinhos que se perdem. Devemos filtrar as opiniões alheias e focar-nos mais em nós. Os outros não são a nossa vida.

Uma colher de fermento — porque, afinal, queremos que as coisas boas sempre cresçam!

Por último, vou juntar as claras batidas em castelo à restante massa e misturar tudo muito bem. Dizem que é bom sinal quando a massa faz bolhinhas.

A forma já está untada com manteiga e polvilhada com farinha. É só verter a massa para lá, levar ao forno e aguardar que esteja cozida.

Também é importante o que nos envolve: o espaço e as pessoas. Devemos ter o cuidado de ficar apenas quando há lugar para nós, quando há espaço para nós, sob pena de, quando não o fazemos, nos anularmos a nós mesmos e nos perdermos de nós, da nossa essência.

E o tempo e a paciência são fundamentais para tudo o que almejamos: há um tempo certo para tudo acontecer e não devemos apressá-lo. Se não, corremos o risco de não ter cozinhado o tempo suficiente e de se tornar apenas em tempo e ingredientes desperdiçados, por sermos impacientes com o que devemos aguardar.

Já está. Terminou o tempo de cozedura. Já fiz o teste do palito. A massa está boa! É só deixar arrefecer um pouco e depois já posso desenformar e colocar num prato bonito.

Hoje, o lanche será mais doce. Vai ter as minhas pessoas em volta da mesa e um bolinho morno ao centro, para partilharmos enquanto falamos do nosso dia.

E são estes pequenos momentos que fazem valer a pena os dias corridos.

Hoje, apeteceu-me cozinhar um bolo, a vida, as ideias, os sentimentos e a paixão de fazer sempre mais pelos outros, trazendo o calor e a doçura para a nossa mesa, mesmo que apenas durem uns escassos instantes.

— Daniela Rodrigues

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Desde que me lembro de ser gente que me recordo de me caracterizarem com duas frases bem populares: «Esta não tem papas ...
15/11/2025

Desde que me lembro de ser gente que me recordo de me caracterizarem com duas frases bem populares: «Esta não tem papas na língua» e uma outra, penso que bastante mais antiga e menos usada hoje em dia: «Tens a trave bem cortada». Queriam, com isto, dizer que era muito faladora e que, de uma forma geral, dizia tudo o que pensava, sem usar paninhos quentes para não magoar o outro. Tenho de o admitir, desde já, que diziam e falavam verdade. Nunca me considerei uma pessoa tímida e sempre considerei que tinha muito a dizer sobre tudo o que me rodeia. Como tal, desde que me lembro de ser gente que tenho uma característica inegável: sou muito opinativa!

Ora, seria de esperar, tendo em conta o que acima disse sobre mim, que eu fosse uma pessoa que facilmente diria não àquilo com que não concordo, não às pessoas, quando assim fosse necessário, não às situações que não me agradam. Contudo, não era necessariamente assim. Durante muito tempo tive algum pejo em usar o «não» redondo, sentindo, de algum modo, que seria mais simpático da minha parte não contrariar as pessoas em assuntos que não me pareciam de maior importância. Posso dar-vos um exemplo quase cómico: quando alguém conversava comigo numa qualquer rede social, sentia como que uma obrigação de conversar com essa pessoa, ainda que não tivesse vontade alguma. Não era capaz de, simplesmente, dizer: «Não me apetece conversar, estou ocupada». Ia respondendo, de forma breve, procurando que a outra pessoa entendesse, através do meu comportamento, que não tinha disponibilidade, temporal e mental, para aquela conversa. Sabem onde é que essa situação desembocou várias vezes? Num «Caramba, não fazes um esforço para ser simpática!». E o pior é que eu acho que tinha feito o esforço descomunal de não dizer logo à partida: «NÃO!»

E posso dizer-vos que não pronunciar um rotundo «não» me trouxe alguns dissabores. Mantive situações, relações e algumas amizades durante mais tempo do que seria suposto apenas por não ter a força de dizer um «não», um «chega», um «basta!». Sempre levei demasiado tempo a tomar essa decisão. E posso dizer-vos que, quando chegava o momento em que, inevitavelmente, o «não» aflorava à minha boca, a reação dos outros não era a melhor. Muitos não percebiam de onde vinha aquela explosão de mau humor e aquele «não» tão perentório.

A idade traz com ela muitas coisas que pouco me agradam — sobretudo, a nível físico. As dores, aqui e acolá, que vão nascendo e que decidem habitar o nosso corpinho. As rugas que decidem alterar a nossa fisionomia. Os quilos que se instalam devagarinho e que nunca mais nos abandonam. O cansaço que jurámos, quando éramos mais novos, que nunca iríamos sentir… Contudo, a idade não traz apenas coisas negativas. Traz-nos, também, umas quantas qualidades que vêm embrulhadas pelas rugas e pelas dores nas costas. Uma delas é a calma. Uma calma e uma paciência que, quando jovem, nem imaginava que existia. Mas a qualidade que me trouxe e mais aprecio, em mim, é a assertividade, é essa capacidade de olhar para uma situação e dizer, com um sorriso sereno: «Não, obrigada».

A idade trouxe-me uma facilidade em dizer «não». O «não» sai redondo, limpo, sem nó na garganta e sem um sentimento de culpa que insistia em fazer ninho na minha mente quando, em jovem, o acabava por fazer. Tempos houve em que dizia «talvez», «logo se vê», «vou pensar», protelando o «não», esperando que os outros entendessem que, na verdade, eu queria dizer não.

Hoje em dia, digo «não» e não perco o sono por isso. Até acho que é libertador afirmar que não quero, que não estou interessada, que não gosto. Dizer não é como tirar os sapatos apertados no fim do dia: traz uma sensação de alívio difícil de descrever.

A idade ensinou-me que o «não» é uma palavra poderosíssima. Com ela aprendi a poupar tempo, paciência e uma quantidade absurda de chatices. Percebi, também, que quem se ofende com um «não», provavelmente, já precisava de o ouvir há mais tempo. E aprendi, por fim, que há «nãos» que se dizem em silêncio. Um simples «visualizado às 22:40» é um poderoso e elegante «não».

A idade trouxe-me rugas, é verdade. Mas trouxe-me, também, o maravilhoso filtro da paciência: já não discuto com quem não quer entender, já não explico o óbvio, já não me sinto mal por não estar sempre disponível. A trave continua bem cortada, é um facto, mas uso-a quando é mesmo preciso. Com o tempo e a idade aprendi que o verdadeiro poder não está em dizer tudo o que me passa pela cabeça, mas em saber quando calar… e quando dizer, com gosto e convicção: «Não!»

— Estefânia Barroso

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— Pode ficar tranquila. Está tudo bem consigo. Não há qualquer diagnóstico de doença. O que se passa consigo é, simplesm...
14/11/2025

— Pode ficar tranquila. Está tudo bem consigo. Não há qualquer diagnóstico de doença. O que se passa consigo é, simplesmente, ter a sensibilidade à flor da pele — disse-lhe o médico.

~

Sabes que há pessoas que vivem com a sensibilidade à flor da pele, como se estivessem sempre prestes a ser levadas por um vendaval de emoções. Sentem tudo de forma intensa — o olhar de alguém, uma palavra inesperada, uma memória que regressa sem aviso. Se te revês nestas palavras, quero que saibas: não estás sozinha, e o que parece uma tempestade interior pode ser, afinal, uma das tuas maiores forças.

Sentir tudo profundamente não é sinal de fraqueza. É preciso coragem para viver de coração aberto num mundo que, tantas vezes, nos pede para disfarçar as emoções. O turbilhão que, por vezes, te assola é, na verdade, a energia que te torna singular. São as pessoas sensíveis que conseguem ver beleza nos mais ínfimos detalhes, compreender o que é dito além das palavras, transformar sentimentos em gestos e palavras que se tornam em símbolos de magnitude e que tocam a vida dos outros.

Por vezes, podes sentir-te sobrecarregada, como se estivesses sempre à beira de transbordar. Haverá dias em que as emoções parecem demais para caberem dentro de ti. Nesses momentos, lembra-te: essa intensidade também te permite viver muitas alegrias, criar laços profundos e perceber o mundo de uma forma que poucos conseguem.

A sensibilidade é uma ponte para o que é genuíno e autêntico. É ela que faz de ti uma pessoa capaz de escutar com atenção, de abraçar com ternura, de sorrir com verdade. Não peças desculpa por sentir — sente tudo, com alma, com verdade. O mundo precisa urgentemente de mais gente que vive com o coração, de mais empatia e autenticidade.

Permite-te viver cada emoção como uma onda do mar: às vezes, leva-te à calmaria, numa tranquilidade de espírito; outras vezes, mergulhas nas profundezas. Em cada movimento, conheces-te melhor e aprendes a navegar nas águas do teu eu interior.

Sê gentil contigo própria. Honra e celebra a tua sensibilidade. Afinal, é ela que transforma o caos em beleza, o medo em criatividade, e a dor em compaixão. És feita de emoções — e esse é, talvez, o teu maior superpoder.

— Sofia Pereira

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Olho para as páginas em branco e tento encontrar palavras.Procuro, dentro de mim, palavras que possa fazer sentido coloc...
13/11/2025

Olho para as páginas em branco e tento encontrar palavras.

Procuro, dentro de mim, palavras que possa fazer sentido colocar no papel.

Procuro palavras que consigam descrever o que me vai na alma.

Não as consigo encontrar…

A dor é tão forte que a minha mente se recusa a encontrar sentido em palavras soltas, escutadas ao longo das últimas horas.

Podia começar com o discurso pouco claro que me habita, mas sei que não fará qualquer sentido para quem o ler, nem mesmo para mim…

Poderia voltar atrás o relógio do tempo e encontrar-me a mim ainda uma página em branco e começar a escrever sobre o que queria para o futuro, que, mesmo assim, não conseguiria imaginar nada do que a realidade me trouxe.

Por mais que eu espere o mau e deseje o bom, em poucas ocasiões consegui criar a realidade que me aguardava; em muito poucos momentos, consegui imaginar algo tão mau como o que, por vezes, a vida me presenteia.

O inesperado nunca faz parte do que imaginamos.

O acordar para a realidade que não queremos ver, ou, por vezes, não queremos viver.

Porque não sabemos como nos sentir, como nos comportar, o que dizer, o que fazer.

Porque, na maioria das vezes, não importam as nossas palavras, os nossos atos — somente o estar ali, naquele lugar de desconforto permanente, é o quanto basta. Mas nós queremos mais. Queremos fazer o relógio do tempo seguir, avançar a alta velocidade, para que os maus momentos se transformem somente numa memória distante e não tão dolorosa.

Mas, por vezes, ver os que amamos em momentos de dor extrema também serve para nos mostrar o quanto somos bons no ato de nos colocarmos em segundo plano, em nos colocarmos simplesmente como reforço emocional de alguém.

Por mais duro que seja, ainda não tenho palavras que possam descrever o que me vai na alma.

O tempo vai-me dar as palavras.

O tempo vai fazer as peças encaixar no sítio certo, mas…

Até lá, o sentimento de impotência ainda vai permanecer.

Ainda me vai afundar na dor, na impotência, na falta de palavras, de gestos que possam fazer a diferença, mesmo sabendo que o mais importante é estar.

Eu queria fazer mais, mas não tenho esse poder.

Avançar ou atrasar o tempo é impossível.

Reescrever a realidade tão-pouco é possível.

Por agora, só me resta olhar para a página em branco e esperar para ver o que ela vai conter.

Esse é o mistério da vida.

O que se segue, porque o relógio avança ao seu ritmo e nada o pára.

As páginas em branco de hoje, amanhã, estarão cheias de palavras, que, mais tarde, irão definir a nossa história por aqui.

— Sónia Brandão

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