O VIOLÃO SETE CORDAS DE ALESSANDRO PENEZZI!!
Apontado como um dos maiores nomes do violão brasileiro dos últimos tempos, o piracicabano Alessandro Penezzi nasceu no dia 19 de Fevereiro de 1974, e começou seus estudos musicais logo aos 07 anos de idade!
Alessandro formou-se em violão erudito pela Escola de Música de Piracicaba – sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do professor Sérgio Belluco, que lhe apresentou o Choro!
Compositor, arranjador e multi-instrumentista, Alessandro Penezzi toca violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta!
Ao longo da vitoriosa carreira, Alessandro Penezzi integrou o Regional de Carlos Poyares, atuou com nomes como Yamandu Costa, Sizão Machado, Nailor Azevedo "Proveta", Dominguinhos+, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio Oficial, Alaíde Costa, dentre tantas outras feras!
Suas músicas já foram gravadas por artistas como Beth Carvalho, Danilo Brito e Bruno Moritz, tendo recebido homenagens e indicações por sua atuação como instrumentista e compositor, inclusive destaque nos prêmios Visa MPB Instrumental, Tim de Música Brasileira, Shell de Teatro e Prêmio da Música Brasileira!
Alessandro também atua como professor, recebendo convites para ministrar workshops e oficinas em festivais pelo Brasil afora - também já publicou artigos em revistas especializadas, como Guitar Player Brasil!
Curtam o clássico, "Deusa da Minha Rua'' (Newton Teixeira e Jorge Faraj), em belíssima versão ao vivo com o saudoso cantor e seresteiro João Macacão e o violonista Alessandro Dos Santos Penezzi (violão 7 cordas)!
Parabéns, Alessandro Penezzi!
#alessandropenezzi #51anos #parabens #violaosetecordas #instrumental #deusadaminharua #joaomacacao #somdoanimal
NELSON CAVAQUINHO - O REI VADIO!!
O genial cantor, compositor e instrumentista (cavaquinho e violão), Nelson Cavaquinho foi um dos nomes mais importantes da Música Popular Brasileira, desde a década de 1940 até sua morte, em 18 de fevereiro de 1986!
Autor de canções existencialistas e tristes, como "Juízo Final" e "A Flor e o Espinho", Nélson Cavaquinho construiu a maior parte de sua obra musical sobre temas que se repetem de modo obsessivo: a decepção amorosa, a solidão da velhice e a morte!
Nelson foi um poeta lunar, da noite, da rua, dos botequins escuros e decadentes - antes de ser visto como compositor, era tido pelos seus iguais como um andarilho, amigo dos boêmios solitários, dos marginais e das prostitutas!
O artista cantava o que vivia e vice-versa - o poeta andava no caminho oposto ao profissionalismo, fato que adiou sua entrada nos estúdios de gravação e dificultou sua presença nos programas de rádio e televisão!
Contudo, nesta postagem, apresentaremos uma música que vai na direção contrária do acervo soturno de Nelson Cavaquinho, a belíssima e ensolarada "Minha Festa" (c/ Guilherme de Brito)!
Lançada anteriormente por Clara Nunes, no mesmo ano em que foi lançada por Nelson Cavaquinho (1973), "Minha Festa" é obra solitária dentro do repertório do genial compositor, por conta de sua melodia solar e seu otimismo raríssimo, para não dizer inexistentes na poética sombria do 'Rei Vadio'!
Sua letra diminuta, toda ela organizada em torno de seu coro de "lalaias", é fruto do encontro transformador na vida do personagem da canção, conforme trecho da letra:
"Graças a deus minha vida mudou
Quem me viu, quem me vê
A tristeza acabou
Contigo aprendi a sorrir
Escondeste o pranto de quem sofreu tanto
Organizaste uma festa em mim
É por isso que eu canto assim"
Fiquem com a linda apresentação ao vivo de "Minha Festa" (Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito), em sublime versão com João Bosco (voz e violão), Valdir 7 Cordas (violão 7 cordas), Zé da Velha
PIXINGUINHA - A BASE DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA!!
Uma das mais belas figuras humanas do país, e se não bastasse isso, também um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos, Alfredo da Rocha Viana Filho, o genial Pixinguinha partia rumo à eternidade no dia 17 de fevereiro de 1973!
Verdadeiro divisor de águas na história da Música Popular Brasileira, o mestre Pixinguinha revolucionou a arte de se fazer música no país, sendo um dos principais responsáveis pela definição do Choro e do Samba, tal como os conhecemos atualmente!
Compositor, flautista, saxofonista, regente, arranjador e um dos pilares da moderna Música Popular Brasileira, Pixinguinha brilhou em tudo que se propôs a fazer em prol de nossa verdadeira cultura popular!
O crítico e historiador Ari Vasconcelos sintetizou perfeitamente a importância do músico para nossa cultura: "Se você tem 15 volumes para falar de toda música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas, se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha''!
Pixinguinha deixou cerca de 500 composições, dentre as quais, algumas obras-primas, como "Carinhoso" (c/ João de Barro), "Mundo Melhor" (c/ Vinicius de Moraes), "Lamentos" (c/ Vinicius de Moraes), "Fala Baixinho" (c/ Hermínio Bello de Carvalho), "Rosa" (Otávio de Souza) e "Ingênuo" (Pixinguinha & Benedito Lacerda)!
Na tarde do dia 17 de fevereiro de 1973, Pixinguinha, acompanhado pelo filho Alfredinho, rumou em direção à Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para batizar o filho de seu amigo Euclides Souza Lima - como presente para o bebê, levava uma partitura manuscrita de "Carinhoso"!
Contudo, no momento em que se preparava para assinar seu nome no livro da igreja, Pixinguinha caiu em pleno altar e faleceu vítima de um ataque cardíaco, aos 75 anos de idade!
Neste singelo tributo ao fundamental Pixinguinha, ouçam a sublime canção “Rosa” (Pixinguinha e Otávio de Souza), em impecável apresentação da cantora Mônica Salmaso
O ÁS DA FLAUTA; BENEDITO LACERDA!!
O Som do Animal tem a honra de resgatar a história de um dos maiores nomes de nossa Música Popular: o grande flautista e compositor, Benedicto Lacerda, o qual partia no Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro de 1958!
Nascido em Macaé, Benedito Lacerda é uma das grandes figuras de uma linhagem de virtuoses da flauta brasileira, que inclui nomes como Patápio Silva, Pixinguinha e Altamiro Carrilho - Choros imortais!
Comandou um dos mais famosos e importantes Regionais da história da indústria fonográfica, o qual levava o seu nome e que contava com músicos excepcionais como Dino e Meira (violões), Gilson (pandeiro), Canhoto (cavaquinho), além do próprio Benedito Lacerda (flauta e arranjos)!
O Regional de Benedito Lacerda se constituiria em uma das mais importantes, criativas e virtuosísticas bases de acompanhamento na história da Música Popular Brasileira!
Atuou com seu Regional no acompanhamento de históricas gravações, tendo registrado músicas com Silvio Caldas; Carmen Miranda; Orlando Silva - O Cantor Das Multidões, Noel Rosa - O Poeta do Samba e Francisco Alves, dentre tantos outros bambas!
Formou ao lado de outro gênio, um dos maiores duetos da história: Pixinguinha & Benedito Lacerda, brilhando Benedito na flauta e Pixinguinha nos memoráveis contrapontos com seu sax tenor!
Em que pesem algumas controvérsias relacionadas a parcerias com Pixinguinha, o mestre Benedito Lacerda compôs alguns clássicos da Época de Ouro de nossa Música Popular, como ʺA Jardineiraʺ (c/ Humberto Porto); ʺA Lapaʺ (c/ Herivelto Martins); ʺEva Queridaʺ, (c/ Luiz Vassalo); ʺVou Vivendoʺ, ʺSofres Porque Queresʺ, ʺ1x0ʺ, ʺIngênuoʺ (os últimos com Pixinguinha)!
Curtam a excepcional versão ao vivo de ʺOs Oito Batutasʺ (Pixinguinha e Benedito Lacerda), com um time de feras da Música Instrumental Brasileira: Paulo Moura (clarinete); Zé da Velha (trombone); Jorge Simas" (violão 7 cordas); Joel Nascimento (bandolim); Márcio Almeida (Hulk) (cava
O INESQUECÍVEL, NAT KING COLE!!
Neste sábado, prestamos singela homenagem ao inesquecível cantor norte-americano, Nat King Cole, o qual partiu no dia 15 de fevereiro de 1965, aos 45 anos, vítima de câncer no pulmão!
Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor, sendo que desde muito cedo esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja!
Nascido Nathaniel Adams Coles em Montgomery, o artista despontou como pianista e bandleader de Jazz nos anos 1940, consagrando-se na década seguinte como cantor popular!
O músico lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre recusando-se a cantar em plateias com segregação racial!
Cole foi tão popular nos anos 1950 a ponto de ter sido o primeiro negro a apresentar um programa em cadeia nacional na TV americana!
Os discos da fase jazzística influenciaram gerações de instrumentistas, sendo que muitos fãs do período nunca o perdoaram pela incursão pela música pop romântica!
O melhor é apreciar todas as fases deste que é um dos maiores artistas de todos os tempos!
Curtam o inesquecível Nat King Cole, em apresentação ao vivo das músicas "It's Better To Be By Yourself" e "Solid Potato Salad", tocadas por seu fantástico Trio, formado por Irving Ashby (guitarra), Johnny Miller (baixo) e, claro, Nat King Cole (piano e voz)!
Imortal, Nat King Cole!
#natkingcole #cole #jazz #natkingcoletrio #somdoanimal
NEWTON MENDONÇA - O GÊNIO ESQUECIDO!!
Uma das principais missões do Som do Animal é a de iluminar a vida e obra de grandes nomes da Música Popular Brasileira que, por inúmeros motivos, são pouco valorizados pela mídia em geral!
E ninguém se encaixa tão bem neste perfil que o homenageado do dia: o pianista e compositor Newton Mendonça, o qual nasceu no Rio de Janeiro no dia 14 de fevereiro de 1927!
Pobre, órfão, tímido, antissocial, Newton foi o primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim, com quem formou a dupla mais importante dos primórdios da Bossa Nova, criadora de obras-primas, tais como ''Caminhos cruzados''; ''Desafinado''; ''Meditação''; ''Foi a noite'' e ''Samba de uma nota só''!
A amizade com o 'Maestro Soberano' iniciou-se quando os dois tinham treze anos de idade, na Rua Nascimento Silva, Ipanema, onde Newton foi morar e era conhecido pelo apelido de 'Newton Gaitinha', depois de 'Semifusa' e, finalmente, de 'Newton Maestro'!
“Eram dois gênios que se equivaliam e não dividiam apenas música e letra, mas o próprio banco do piano”, confirmou Thereza Hermmany Jobim, viúva de Tom Jobim - Maestro Soberano!
Assim como o amigo e parceiro, Newton Mendonça tocou em vários lugares na noite carioca, como a Boate Posto Cinco; Mocambo; Mandarim; Clube da Chave, no Clube 36 e na boate Ma Griffe, no Beco das Garrafas!
Faleceu precocemente, no dia 22 de novembro de 1960, vitimado por um enfarte agudo do miocárdio (o terceiro em menos de 01 ano), sendo um dos músicos que mais ousaram, transgrediram e experimentaram em nossa música popular!
Nesta merecida homenagem a Newton Mendonça, compartilhamos a versão ao vivo de ''Samba de uma nota só'' (“One note samba”) (Tom Jobim, Newton Mendonça e John Hendricks) e “Desafinado” (“Off key”) (Tom, Newton e Gene Lees), com Tom Jobim (voz e violão), Joao Donato (piano) e conjunto (1964)!
A nossa reverência ao imortal, Newton Mendonça!
#newtonmendonca #bossanova #tomjobim #piano #joaodonato #musicapopularbrasileir
O GENIAL JACOB DO BANDOLIM!!
No dia 14 de fevereiro de 1918 nascia no Rio de Janeiro, Jacob Pick Bittencourt, o qual ganhou a eternidade adotando o nome do instrumento que ajudou a popularizar: Jacob do Bandolim!
Um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos, ferrenho defensor da genuína Música Popular Brasileira, Jacob do Bandolim legitimou o CHORO através de um permanente trabalho de divulgação de seu repertório, o qual compilou com extrema dedicação ao longo de sua breve vida!
Além de instrumentista e compositor genial, tornou-se paralelamente um pesquisador emérito da Música Brasileira e do Choro em particular!
Jacob do Bandolim era um servidor em tempo integral da nossa música, um operário em seu instrumento; uma inspiração para uma legião de instrumentistas, compositores, chorões e amantes da boa música!
Uma data para sempre ser lembrada e celebrada por todos que amam a Música Popular Brasileira, notadamente o Choro, gênero ao qual Jacob do Bandolim se dedicou por toda a vida!
Na data de seu aniversário, prestamos singela homenagem com a versão ao vivo de sua composição, “Noites Cariocas”, em brilhante interpretação do Conjunto Epoca de Ouro, o mais importante conjunto de Choro do país, fundado em 1964 pelo gênio da raça, Jacob do Bandolim!
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R.I.P. TAIGUARA!!
O Som do Animal tem a honra de resgatar a história de Taiguara Chalar Da Silva (Montevidéu, 09 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996), o saudoso cantor, pianista e compositor Taiguara, o qual nasceu no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai!
Seu nome significa “senhor de si” ou “homem livre”, em tupi-guarani – nada mais apropriado para esse grande artista!
A família paterna é gaúcha, de origem camponesa - seu avô, Glaciliano Correa da Silva, era músico, poeta e artesão, capaz de construir seu próprio acordeão; o pai, Ubirajara Silva, exímio tocador de bandoneón (instrumento de fole utilizado no tango, semelhante ao acordeão) e a mãe, Olga Chalar, era cantora no Uruguai!
Imortal, Taiguara mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960 - largou a faculdade de Direito no Mackenzie para se dedicar exclusivamente à música, sua grande paixão e razão de viver!
Taiguara, que teve o seu auge entre as décadas de 60 e 70, marcou presença em vários Festivais de Música Popular Brasileira, sendo um dos principais intérpretes desse período!
Foi um dos artistas símbolos da resistência à ditadura militar, o que lhe valeu a censura de inúmeras canções ao longo de sua carreira - segundo a jornalista Janes Rocha, no livro “Os Outubros de Taiguara” (Kuarup), em suas pesquisas ela levantou, ao todo, 81 músicas de Taiguara que não chegaram a ser gravadas, executadas ou concluídas por determinação do governo brasileiro à época!
Em 1975, Taiguara gravou seu trabalho mais ambicioso, “Imyra, Tayra, Ipy“ – um ano depois, menos de 72 horas depois de chegar às lojas, o elepê foi recolhido pela polícia e tem todas as cópias destruídas!
Somente em 2013 o público brasileiro teria acesso ao disco, quando o selo Kuarup relançou a obra em CD. A conversão de álbum esquecido em clássico da música brasileira foi quase instantânea: pela excelência e origina
O BRILHANTE, ASTOR SILVA!!
Graças ao talento e ao suingue de mestres como Raul de Barros, Nelsinho, Zé da Velha, Candinho, Vantuil de Carvalho, dentre outros, o trombone desgarrou-se da sua origem europeia e adaptou-se de variadas maneiras ao universo musical brasileiro!
Nas gafieiras, nas rodas de choro, nas bandas de música, nos blocos de carnaval, etc., o trombone vem fazendo a diferença na história da Música Popular Brasileira!
E um dos grandes nomes do trombone é o carioca Astor Silva, o qual partiu rumo à eternidade, no dia 12 de fevereiro de 1968!
Trombonista, compositor, arranjador e regente, Astor Silva nasceu no bairro do Rio Comprido e em pouco mais de 45 anos de vida marcou definitivamente o nome na história da Música Popular Brasileira!
Iniciou sua atividade artística como trombonista de danceterias, e por volta de 1940, passou a atuar no famoso Cassino da Urca!
Em 1946, com o fechamento dos Cassinos, passou a integrar a Orquestra Tabajara De Severino Araujo, a qual realizou excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai, França, e outros países!
No início dos anos 50, formou seu próprio conjunto, fazendo acompanhamentos para os lendários Garotos da Lua, Virgínia Lane, Ademilde Fonseca e Moreira da Silva!
Em 1960, foi um dos responsáveis pelo sucesso do samba "Beija-me" (Roberto Martins e Mário Rossi), gravado por Elza Soares com arranjos seus!
Em 1974, seu clássico "Chorinho De Gafieira" foi regravado por Raul de Barros no LP "Brasil, Trombone", lançado pelo importante selo Marcus Pereira!
Neste merecido tributo, compartilhamos a versão ao vivo do clássico "Chorinho De Gafieira" (Astor Silva), em irretocável apresentação de Alexandre Ribeiro (clarinete); Léo Rodrigues (pandeiro); Milton de Mori (cavaquinho) e Luizinho 7 Cordas (violão 7 cordas)!
Nossa reverência ao eterno maestro, Astor Silva!
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O GÊNIO DA RAÇA, DOMINGUINHOS!!
O pernambucano, José Domingos de Moraes, o eterno Dominguinhos+ nasceu (para brilhar) em Garanhuns, no dia 12 de fevereiro de 1941!
Desde menino, Dominguinhos já se interessava por música, por influência do pai, "Mestre Chicão", que lhe deu de presente uma sanfona de 08 baixos!
Aos 06 anos de idade aprendeu a tocar o instrumento e começou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis!
Mais do que se inspirar e aprender com o genial Luiz Gonzaga, o discípulo inovou a arte do mestre!
Dominguinhos conferiu a sanfona sotaques novos e diferentes!Não abandonou o Baião do seu padrinho, mas também não deixou de passear em outras praias da Musica Popular Brasileira, sem que, no entanto, isso tenha significado, em momento algum, abandono de suas raízes essencialmente nordestinas!
Um ícone de nossa boa música, que partiu rumo à eternidade no dia 23 de julho de 2013, em São Paulo!
Neste singelo tributo, curtam o sucesso "Sabiá" (Luiz Gonzaga/Zé Dantas), em versão ao vivo com o mestre Dominguinhos (voz e sanfona), acompanhado de Sandro Haick (violão), Clayton Gama (sanfona), Fuba de Taperoá (pandeiro), Flavinho Lima (triângulo) e Fabinho (zabumba)!
Dominguinhos segue vivo, grandioso e incontestável!
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O GÊNIO DO VIOLÃO, CANHOTO!!
Um dos maiores nomes do violão brasileiro de todos os tempos é o homenageado desta publicação - o mestre, Canhoto!
Nascido em São Paulo no dia 12 de fevereiro de 1889, Americo Jacomino - Canhoto foi compositor e violonista, o qual começou aprendendo violão e bandolim com o irmão Ernesto, apesar da resistência do pai, o italiano Crescêncio Jacomino!
Por ser o único canhoto em uma família de destros, foi obrigado a tocar o instrumento sem inverter as cordas do violão - com isso, criou um estilo peculiar na maneira de tocar, ganhando o apelido que o consagraria eternamente como artista: Canhoto!
Canhoto começou a desenvolver a carreira de instrumentista, tocando em salas de espera de circos, cafés, bares e cinemas!
Atuou ao lado dos lendários Paraguassu e Zé Carioca no teatro de revista paulistano!
Em 1917, gravou a valsa "Acordes do Violão", que regravaria em 1925 com o título de "Abismo de Rosas", sua obra-prima, que se tornou um clássico do violão brasileiro!
Canhoto desempenha um papel relevante na formação de uma "escola de violão" brasileira, sendo que escreveu um método de violão que se tornou referência por décadas!
Ouçam o clássico absoluto de Canhoto, '' Abismo de Rosas'', em sublime interpretação com o grande violonista, Paulinho Nogueira!
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PARABÉNS, MARTINHO DA VILA!!
O dia 12 de fevereiro é uma data especial pra celebrarmos a vida e obra de um grande bamba do Samba - Martinho da Vila comemora 87 anos de vida!
Nascido em Duas Barras, o fluminense Martinho José Ferreira é um artista e um ser humano único, realmente especial!
Compositor, cantor, ritmista, produtor e escritor, Martinho da Vila representa em suas composições os subúrbios brasileiros, além de celebrar a herança africana na cultura do país e abordar assuntos cotidianos de maneira poética!
O nome Martinho da Vila advém da sua relação com a escola de samba Unidos de Vila Isabel desde meados dos anos 1960, na qual tornou-se o principal compositor e autor de célebres sambas-enredos da agremiação!
Sábio, de fala mansa e com a serenidade típica daqueles que sabem o que realmente querem da vida, Martinho da Vila surgiu no final da década de 1960, notabilizando-se como estilizador do partido-alto e reformulador do samba-enredo!
Inúmeros são os sucessos de Martinho da Vila, como ''Pra que dinheiro'', ''Casa de bamba'', ''Pequeno burguês'', ''Disritmia'', ''Quem é do mar não enjoa'', dentre tantos outros!
Nesta merecida homenagem, compartilhamos um vídeo em que Martinho da Vila apresenta um pot-pourri de seus clássicos "Casa de Bamba", "O Pequeno Burguês", "Canta, Canta Minha Gente", "Não chora, meu amor" e "Balança, povo", ao lado dos incomparáveis e sensacionais Mané do Cavaco (cavaquinho), Raphael Rabello_Oficial (violão 7 cordas) e Ovídio Brito (percussionista)!
Nossos parabéns aos mestre Martinho da Vila!
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