
24/12/2024
Fiz essas fotos em Atenas, Grécia, e em Florença, Itália. Os maiores mestres do Renascimento estiveram por lá.
Eu não sei se esse povo estudava mesmo os símbolos ou se pintavam por convenção. O que eu penso é que todos esses grupos e sistemas de filosofia oculta arriscaram a aparecer.
O pinheiro é a árvore do Natal. Em imensas simbologias árvores remetem à cosmologia, à estrutura do mundo. O pinheiro é diferente por ser um cone, uma árvore enraizada que se projeta, se refina para o céu, e o céu remete ao mundo espiritual. Ou ao centro, a ponta é o centro.
Daí se penduram bolas, que seriam os frutos, e os frutos seriam os avanços. No cume uma estrela, quando se toca no divino.
Nas telas uma Anunciação, Gabriel falando com a Virgem. Existem muitas anunciações nas pinturas.
Somente o feminino, o ventre, é capaz de fazer a ordem. Somente o feminino gera. A luz, a criança iluminada, nunca viria a ser sem essa geração.
A Virgem é a parte de nós incorruptível, inalterável, mesmo diante das mazelas do mundo. O trabalho espiritual, a rigor, seria fazer essa parte agir (porque ela está soterrada). Por isso exaltam tanto a mulher na trama divina.
Depois vem a criança. Pasmem, segura uma romã. A romã sempre remeterá ao Hades, o centro profundo, o renascimento e à escolha.
E essa é a perplexidade. A luz, a criança, se alcançaria através do mergulho imponderável nas profundezas.
Profundezas e centro aparentemente se confundem. O máximo que entendo é que não se permanece lá; é preciso o retorno, com uma nova coisa.
Esses são os símbolos do Natal. Há muito tempo evito a festa cristã, que os vilipendia de diversas formas. O rastro do rastro, apenas.
A mãe com a criança é um Botticelli.
Que haja luz! ✨