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E é isto, senhoras e senhores: Um dia vou ter um cantinho assim...Acrescentem uma mesa / pequena secretária com uma cade...
19/11/2023

E é isto, senhoras e senhores: Um dia vou ter um cantinho assim...
Acrescentem uma mesa / pequena secretária com uma cadeira confortável para escrever e estará... PERFEITO!!

Falo-vos dos últimos 3 livros que li:1o "O que procuras está na biblioteca"Autora: Michiko Aoyama2o "Os meus dias na liv...
30/08/2023

Falo-vos dos últimos 3 livros que li:
1o "O que procuras está na biblioteca"
Autora: Michiko Aoyama

2o "Os meus dias na livraria Morisaki"
Autor: Satoshi Yagisawa

3o "A Biblioteca da Meia Noite"
Autor: Matt Haig

Todos estes livros já foram aqui mostrados, lidos e discutidos. Mas também já foram debatidas várias vezes que o impacto de um livro não é igual em todos os leitores. E que a percepção do que se lê está intimamente ligada às nossas vivências pessoais, passadas ou do presente.

Não consigo explicar-vos o impacto que estes 3 livros tiveram em mim. Já li 2 vezes seguidas "O que procuras está na biblioteca", está quase todo sublinhado e tem citações belíssimas sobre o quão diferente é o propósito de vida de cada um e como por vezes o que entendemos como problema passa a ser algo impulsionador bastando mudar a perspectiva.

Comparo muito o personagem principal do livro da livraria Morisaki com a primeira personagem do primeiro livro. Á primeiro vista, este novo fenómeno da literatura japonesa é muito pouco digno de ser um recorde de vendas. Mas não somos japoneses e não sofremos na pele as mesmas pressões socio-culturais que eles têm. Se pensarmos na quantidade de suicídios entre jovens adultos neste país, de jovens que não saem e se fecharam em casa porque não conseguem viver no mundo real, percebemos o quanto estes personagens aparentemente pouco profundos representam mensagens de esperança e de vidas fora dos padrões familiares exigidos culturalmente.

Para colmatar todas estas leituras, ainda lhe fui acrescentar a Biblioteca da Meia Noite, que vou ler pela 2a vez consecutiva, apesar de tantos outros títulos que tenho para ler.

Tudo para vos dizer que sim, os livros que lemos são poderosos e têm o poder e o signif**ado que lhes quisermos dar. Mas, acima de tudo, eles existem porque nós que teimamos em comprá-los e lê-los, também existimos e neles mergulhamos.

E podemos sair desse mergulho mais fortes, com outra perspectiva de vida, com outra forma de nos vermos, de nos entendermos e de percecionarmos os outros e o mundo.

Se conseguirmos olhar para dentro de nós com amor e generosidade, se vivermos o presente e aproveitarmos, verdadeira e profundamente tudo o que de bom temos nas nossas vidas, então talvez, apenas talvez consigamos ser felizes nos nossos dias e mais empáticos com os outros.

Se nos livrarmos de arrependimentos de escolhas que fizemos no passado, então talvez, apenas talvez, consigamos estar mais conscientes e tranquilos no nosso presente.

Porque a cada segundo fazemos novas escolhas e essas escolhas, tal como no jogo de xadrez, abrem milhares de milhões de novas possibilidades. Em que podemos ser felizes ou não.

Escolhamos ser felizes.
Escolhamos viver aqui e agora.
E sempre com boas leituras a partilhar por aqui.

Sejam gentis, sejam felizes 😘

19/11/2022

Nos últimos meses muito se tem falado sobre o boicote ao Mundial de Futebol face às enormes violações dos direitos humanos existentes no país onde decorrerá a 22ª edição desta competição desportiva.

A construção dos estádios para este evento apenas veio agravar o que já existia e que choca - e continuará a chocar - a maioria do mundo ocidental.

Por muito que me custe admitir, aqui estou plenamente de acordo com o Cristiano Ronaldo: foquem-se no futebol. As restantes questões deveriam ter sido discutidas, analisadas e pesadas antes de aceitarem sequer a candidatura do Qatar a país organizador deste tipo de competições.

E essa obrigação era da FIFA.

As acusações de corrupção sucederam-se e não são exclusivas deste mundial.

Já em 2015 tínhamos assistido à abertura de investigações sobre corrupção, suborno e lavagem de dinheiro nas eleições das cidades que foram escolhidas para sede das edições de 2018 e de 2022.

E será sempre difícil para nós, ocidentais, aceitar que ainda existem países onde o sistema legal é uma mistura de lei civil e lei religiosa; principalmente quando essa lei religiosa é a Xaria, com todas as suas restrições aos direitos individuais.

É para nós incompreensível que, nos dias de hoje, ainda existam países no mundo onde o apedrejamento e as punições corporais sejam legalmente aplicadas; que a homossexualidade seja considerada crime punível com pena de morte ou que existam leis de sodomia para punir homossexuais.

Já para não falar dos praticamente inexistentes direitos femininos, muitos deles inerentes a qualquer ser humano independentemente do seu s**o, tal como imortalizados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A tudo isto acrescem todas as atrocidades que têm vindo a ser denunciadas relativas aos trabalhadores envolvidos na construção dos estádios e restantes estruturas, e que recaem igualmente sobre as suas familias.

Mas o Qatar não apareceu agora, como que por magia.

Já era assim antes de se candidatar a país-sede do Mundial de Futebol: um emirado do Médio Oriente, país pequeno em tamanho mas grande em poder económico, predominantemente islâmico, com tudo o que isso implica.

E, à parte as várias associações humanitárias e de direitos humanos espalhadas por todo o mundo, nunca vi ninguém muito empenhado em trazer estes temas ás parangonas mediáticas.

Só agora é que desenvolvemos consciência social quanto a estas questões? Ou f**a mal sabermos que existem e não dizermos nada?

Ainda estamos para ver o que se vai passar com adeptos ocidentais num país de tão contidas regras de convivência social; as exceções que o Qatar proclamou podem não ser suficientes para que não venham a ocorrer... "problemas".

Pessoalmente, gostava que tal não acontecesse, por um principio básico que nada tem de ocidental e tem tudo de Universal: quando estás em casa dos outros, comporta-te e respeita-os.

São diferentes de nós? São.

Concordamos com as suas leis, formas de vida e atrocidades que em nome delas são diariamente cometidas? Não, não concordamos e tão pouco as aceitamos.

Mas ninguém obriga ninguém a deslocar-se ao Qatar, certo?Tivemos jogadores que se recusaram a participar na competição quando chamados às suas seleções, fosse por que motivos fosse. Este bem podia ter sido o motivo.

O boicote pode ser simplesmente não ir e ver apartir de casa, na televisão.

Agora, decidindo ir, comportem-se: Não sejam os selvagens que os acusam de ser.

Se pesa e dói, na consciência e na alma, dos espectadores, futebolistas e adeptos deste desporto o facto de tirarem alegria e proveito de um evento que decorrerá paredes meias com tantas atrocidades e atropelos aos mais básicos direitos de um ser humano? Cujas infraestruturas existem à custa de vidas humanas destruídas?

Quero acreditar que sim.

Mas agora, fazer o quê, se tudo o que podia ter sido feito não foi, começando pela recusa da candidatura do Qatar!?!?!?

Por muito que me custe escrevê-lo, agora... venha daí o futebol!

E que as nossas consciências não mais se fechem e ignorem estas violações dos direitos humanos logo que se fechar a página sobre esta edição do Mundial de Futebol.

Ou, por mero acaso, estará o mundo convencido que o Qatar deixa de existir juntamente com o evento?

Que todas aquelas pessoas não continuarão a sofrer para lá de tudo o que aconteceu em prol do evento?

19/11/2022

Os blogs podem ser o que bem entendermos: cadernos diários, blocos de apontamentos, registos temáticos, pontos de partida para negócios ou carreiras...

Mas eu escolhi que este seria apenas sobre "o que o coração quer e os dedos acompanham", "apanhar o comboio e seguir sem rumo", num registo sem cadência ou periodicidade definida, um público-alvo ou sequer uma análise detalhada de quem leu, quando e a partir de onde...

Deixar cair o lado obsessivo e viver o prazer de escrever por escrever.

Quando o que escrevemos vem da alma, é preciso ceder-lhe aos caprichos; aos seus apetites, emoções e sentimentos; aos seus timmings, tantas vezes inoportunos que nos chega a dar comichão nos dedos e uma inquietação que só pára quando finalmente conseguimos sentar e despejar-nos nas linhas que, preto no branco, transbordam do que vai cá dentro.

É igualmente necessário aceitar que o mundo que temos dentro de nós engloba tantos outros mundos que nunca ninguém poderá dizer que nos conhece na nossa globalidade e multiplicidade.

Aceitar que não conseguiremos viver, no nosso tempo de vida, todas as vidas que temos em nós.

Saber dar nome a sentimentos e emoções também se revela primordial: dizermos que estamos tristes quando, de verdade, o que fervilha em nós é uma raiva e uma fúria é não sermos honestos.

Connosco, a quem devemos o primeiro grau de fidelidade.

Ao reconhecermos o que sentimos, estamos a meio caminho de conseguir processar, aceitar e deixar ir tudo o que de menos bom nos habita.

Até porque não é apenas a Lua que tem um lado na sombra... todos temos.

E quanto mais depressa o aceitarmos e reconhecermos, mais simples se tornará aceitar que quem somos, e o que somos, não é pré-determinado, não é 100% programável mas pode mudar para versões mais conformes, mais respeitosas para com a nossa própria integridade.

A música, os livros que lemos, os filmes a que assistimos, as conversas com os outros.... tudo isso nos dá pistas sobre quem somos, sobre o que nos faz vibrar, querer viver as nossas múltiplas vidas e gostos, e percebermos quem queremos ser no final do dia.

Nem sempre é possível vivermos única e exclusivamente na nossa verdade?

Certo.

Mas podemos escolher viver no que a ela mais se aproxima; estarmos abertos a outras e novas possibilidades de ser, onde o que amamos convive lado a lado com o que menos gostamos sem que daí venha algum mal ao mundo. Ao nosso Mundo e a tudo o que nos rodeia.

Aprendi esta semana que o que praticamos cresce; que ocorre uma espécie de espessamento cortical onde se dá o crescimento de novos neurónios em resposta à prática constante de qualquer coisa. Então, se é para crescer, que seja na prática de algo bom, de coisas que nos são prazerosas, que nos fazem bem...

Em que apostarias neste crescimento?

O que faria expandir o teu cérebro ao mesmo tempo que a tua alma explodiria de incomensurável alegria?

Se te fosse dada a possibilidade de puderes ser qualquer coisa, sem qualquer entrave, quem escolherias ser?

Qual seria a tua verdade?

Pensa nisso... e se quiseres, partilha aqui em baixo...

13/11/2022

"- Tu és uma excelente cuidadora. Excelente, mesmo! Gostas?

- Não. Odeio!! É como eu gostar muito de crianças, da fase até aos 2, 3 anos mas não me imaginar a fazer isso todos os dias, a toda a hora, para sempre. Faço o que faço, porque é o que precisa de ser feito. Faço-o porque é o teu irmão."

No milésimo de segundo em que me calei, fiquei a dever um enorme pedido de desculpas à minha Cunhada.

Porque lhe respondi de forma brusca, seca. Agressiva até. Face a um elogio. Um elogio que era também um agradecimento...

Mas nunca lhe fiz esse pedido de desculpas.

Porque fiquei em choque comigo mesma.

Com o que disse e da forma que o disse.

Porque precisava de tempo para processar o porquê daquela resposta.

Passados 2 meses, volto sempre ao porquê de ter respondido daquela forma à minha Cunhada.

O problema começou na palavra "Cuidadora": Eu sou uma?

Estou apenas a dar apoio o meu Marido nas fases de pós-operatório. A fazer o que qualquer esposa que ama o seu marido faria no meu lugar.

Estou apenas a dar o meu melhor a assisti-lo, a ajudá-lo e a prover às suas necessidades, fazendo tudo o que for preciso, enquanto duvido de mim a cada segundo: estarei a fazer isto bem? Haverá uma maneira melhor, mais segura de o fazer? E se isto der asneira e, em vez de o estar a ajudar, o prejudico de alguma forma?

Pensando no desgaste brutal que foram as primeiras 3 semanas, passei a valorizar muito mais todos os cuidadores, formais e informais. Quando penso neles, fico com um peso dentro de mim.

Ser Cuidador implica uma disponibilidade a 100%.

Estar sempre atento.

Antever necessidades, ter sempre tudo preparado para quando for preciso.

Fazer o que quer que seja que for preciso.

Arranjar formas práticas e criativas de o fazer.

Ter sempre o Outro como prioridade porque ele não tem autonomia para se cuidar, para se nutrir, para se tratar.

É ser empático.

É ter Amor ao próximo.

É fazer da ajuda ao outro uma forma de vida.

Quando se é cuidador formal, como os enfermeiros, os assistentes em lares, hospitais ou associações dedicadas a pessoas com necessidades especiais (só para citar alguns exemplos), é suposto as pessoas serem treinadas e terem formação neste tipo de cuidados; é suposto as instituições terem todos os meios (humanos e todos os outros) para que as pessoas possam ser cuidadas como merecem, mantendo sempre a sua integridade e dignidade.

É suposto... É suposto...

Mas nem sempre é o que acontece, quer por falta de meios quer por falta de empatia.

Este tema dava para uma obra completa em vários fascículos, mas não me vou alargar para este lado: Ser Cuidador tem tantas camadas, é de uma complexidade tal, que podemos começar pelo Estado das Nações e acabar no vizinho do lado.

O que, no meu caso, é literal: duas das minhas vizinhas são, respetivamente, enfermeira e a outra assistente social numa associação que trabalha maioritariamente com pessoas com paralisia cerebral.

O que mais me continua a deixar assoberbada nesta minha passagem pelo mundo dos Cuidadores, é a força inesgotável e a coragem que é necessária para se ser um Cuidador Informal. A tempo inteiro ou mesmo continuando a trabalhar, mas ser um Cuidador Informal: Cuidar de filhos com necessidades específ**as; dos pais quando já não o conseguem fazer sozinhos; de um irmão ou familiar que não será nunca autónomo.

Podia agora dissertar sobre a falta de respostas sociais para estas situações ou ainda para o quanto os Cuidadores Informais são desvalorizados pela sociedade, de uma forma geral.

Mas escolho falar deles na forma como os vejo:

Ser Cuidador Informal é o expoente máximo do Amor ao Próximo.

Do espírito de sacrifício, porque muitas vezes implica que só se existe em função do outro.

Que nunca saberão quando voltarão a reencontrar-se com eles mesmos.

Já li sobre e conheci tantos casos de Cuidadores Informais que deixaram o seu trabalho; que nunca mais foram de férias ou tiveram uma tarde para si mesmos. Que têm dificuldades diárias para fazer coisas tão simples como irem ao supermercado ou tomar um banho sem estarem sempre de coração nas mãos pelo Outro.

Se uma coisa aprendi é que ser Cuidador implica teres uma "Aldeia".

Nada se faz sem teres uma "Aldeia" que cuida de ti e dos teus enquanto tu cuidas do Outro; que te ajuda a cuidar do Outro; que se assegura que não te esqueces, também, de cuidar de ti.

E, felizmente para mim, a minha Aldeia, é bastante populosa:

- A Sogra que cozinhou, deu refeições, foi mil vezes às compras, entre tantas outras coisas;

- A Vizinha Querida, que vinha fazer os pensos do pós-operatório, ensinar a estar atenta aos sinais de que era necessário mudar, aconselhar formas mais fáceis de mudar os lençóis, loções / pomadas para as alergias que apareceram por estar acamado, que continua a vir dar injeções;

- A Família e Amigos que ligam sempre, a dar uma palavra amiga, a relembrar que também temos que cuidar de nós, a disponibilizar a sua ajuda;

- Chefias e Colegas de trabalho que não exigiram, não pressionaram, não controlaram, acreditando que eu dou conta de tudo e que saberei pedir ajuda sempre que precise;

- Os Pais que vieram dar uma ajuda com as coisas do dia-a-dia para que me possa concentrar no trabalho, Marido e Filho (Que entretanto adoeceu...)...

Mas há Cuidadores Informais que estão sozinhos, cuja a Aldeia se resume a eles próprios.

Como é que conseguem? Como conseguem sequer manter a sua sanidade mental?

Quem olha por eles?

Não abrindo a discussão ao que é que podia ser feito, deixo aqui apenas a sugestão de que se olhe com compaixão para os que nos rodeiam.

Deixo o meu desejo pessoal de que, num mundo cada vez mais global, cada um de nós possa ser habitante na Aldeia de alguém.

Nem que seja do vizinho...

PS: Cunhada, espero que aceites este post como o pedido de desculpas que há tanto te devo...

11/11/2022

«Tu mereces prioritizar-te sem qualquer sentimento de culpa; buscares o teu bem-estar, o teu caminho, a tua felicidade e voltares a ser una e feliz contigo mesma, deixando essa alegria de viver transbordar para outras áreas da tua vida.



Tu vais ter a coragem de mudar o que não é para ti, o que te dói diariamente, para que deixes o teu dia-a-dia ser a alegria que já sentiste noutros tempos.



Não precisas de amar tudo o que fazes; mas não podes e não deves estar apenas rodeada de tarefas que te causam stress, angústia e tristeza.

Será a forma como encaras o que fazes o que verdadeiramente tem de mudar? Necessitarás de colocar / impor limites ao que sentes e aos que te rodeiam?



Sem tentares, nunca o saberás.



Terás a ousadia, a coragem, de fazer algo apenas por ti própria?

Para teu único e exclusivo prazer?

Mudar o teu mindset?

Verbalizares o que queres e precisas...



Não te queixes, não te vitimizes.



Toma as rédeas da tua vontade e da tua vida.



Faz.»



E eu fiz.

Este blog, só para começar.



(texto que fiz no módulo Gestão de Mudança do Programa Vida 2022)

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