20/09/2025
A palavra “mãe” sempre soou como um punhal rasgando minha alma. Mãe era enigma e dor. Como pode alguém que não conhecemos nos doer tanto? Como pode a ausência ser tão presente, a ponto de ocupar todos os espaços da memória? Minha criança interior deve ter lembranças maternas, mas eu não. Nenhum cheiro, nenhum som, nenhum afeto.
Minha mãe faleceu quando eu tinha apenas sete meses de vida. Tão nova, já conheci a dor da separação do elo mais forte que o ser humano pode ter. Provei cedo o amargo gosto da morte e, por isso, me acostumei a ela. A morte tornou-se minha madrasta: embalou meu berço com suas mãos frias, acompanhou meus tropeços sem estender os braços. Mas seguimos juntas, de mãos dadas com a amargura, a solidão, o vazio. Sem colo, sem refúgio, encolhi-me.
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Por Aline Maria Magalhães /