14/07/2020
A importância do limite às crianças pelas figuras de autoridades (pais e cuidadores) para favorecer o seu desenvolvimento psíquico e social.
Os limites constituem-se como uma fronteira a ser respeitada em prol de uma convivência social equilibrada. O que é e o que não é aceitável varia em função de valores e da cultura de cada agrupamento social. Os adultos são os responsáveis pela transmissão do interdito.
Na infância, os limites contribuem para que a criança venha a construir-se, aprendendo a conviver com as próprias limitações humanas, com as limitações sociais, e também a diferenciar situações certas das erradas, aprendendo a tomar as atitudes corretas, mesmo muitas vezes, não sendo essas as mais prazerosas.
A criança precisa de amor, carinho, cuidado, atenção, mas ela também precisa ouvir o não, para que compreenda que nem tudo na vida é possível. Se a criança cresce pensando que vai conseguir tudo o que quer de forma desenfreada, certamente ela vai ter dificuldades para lidar com frustrações que são tão comuns e frequentes na vida de todos os seres humanos, pois é fato: nem tudo o que eu quero eu posso.
Para a convivência social é necessário normas que devem ser aprendidas desde a tenra idade, para que possam estar bem internalizadas quando chegarem à vida adulta. O respeito ao próximo e a solidariedade são princípios fundamentais de convivência social que devem ser estimulados desde muito cedo.
Para amadurecer emocionalmente é preciso saber que o “não” faz parte dos relacionamentos e interações. É importante aprender que muitas vezes devemos merecer aquilo que almejamos, e buscar nossos objetivos de forma honesta, respeitando o espaço de cada um diante daquilo que queremos.
No entanto, entende-se que os limites precisam ser colocados, porém, de forma afetuosa e respeitosa, primando-se pelo diálogo e, principalmente, por meio de exemplos altruístas.
A imposição de limites, sem envolvimento afetivo, realizada de forma autoritária e coercitiva, poderá gerar consequências emocionais negativas. Colocar limites não signif**a simplesmente impor à criança comportamentos, mas ajudá-la a construir-se cognitivamente e emocionalmente. Portanto, os limites são indispensáveis pontos de orientação. Geram confiança, segurança e as crianças precisam deles.
Você pode estar se perguntando: Então, como posso agir de forma equilibrada? Seguem algumas orientações relevantes ao se ensinar a criança a respeitar limites:
Referência:
SALEK, Vania de Almeida. A criança até 4 anos: Um guia descomplicado para educadores (e pais curiosos). São Paulo: Summus, 2010.
https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/1626/TCC.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://www.fismapsicologia.com.br/wp-content/uploads/2018/10/A-IMPORT%C3%82NCIA-DOS-LIMITES-NO-DESENVOLVIMENTO-PSICOL%C3%93GICO-INFANTIL-2017.pdf
https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/1626/TCC.pdf?sequence=1&isAllowed=y